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quarta-feira, 4 de março de 2015

OS DESCAMINHOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA EM SERGIPE

Por Baruc C.Martins - Como todo grande tema, a educação gera o ímpeto de defesa por qualquer lado. Canonizada como a única forma de progresso viável, de desenvolvimento certo de uma nação, a palavra se transformou logo em fetiche no inabalável senso comum de: “você precisa de educação para vencer na vida”. Um dogma tão forte que não deixa dúvidas quanto a sua problemática: e o que sobra?

 A suspensão das aulas da rede estadual de ensino, em Poço Verde, relançou sobre nós esse dilema. Mesmo o Ministério Público Estadual entrando com diversas ações para correção de irregulares e do suprimento mínimo de infraestrutura nas escolas, o Governo do Estado nada fez. Ou, melhor: fez em forma de arremedo.

Assim, nada mais natural e justo que nesse meio gritos embevecidos de uma realidade que também só se constitui por arremedos fossem ouvidos, cada um, de uma forma diferente. Os sindicatos gritavam por mais salários, os alunos por aulas e os professores por humanas condições de ensino.

Uma Babel reeditada assim foi feita. E assim permanece. Ecoando. Assombrando. O difícil de perceber, e que pouca gente atentou, foi o fato desse ser um problema estrutural, de fundo, que tanto persegue um desequilíbrio das forças econômicas e sociais quanto a um enfraquecimento constante das relações de ensino-aprendizagem.

Em outras palavras, é a redução da educação à escola e dos problemas coletivos e individuais que cruzam alunos, professores, merendeiras, técnicos e toda a gama de profissionais da educação – indispensáveis à prática do saber.

Um problema tão grave que tem como premissa a camuflagem de um vício corriqueiro de inflar o peito para pedir a educação, mas não se sabe que tipo de educação se está pedindo.
É, pois, uma situação análoga ao fetichismo da mercadoria, em que um produto ganha contornos mágicos e desencarna pela afetividade junto ao seu consumidor num elo místico que causa estranhamento e alienação.

 Uma situação de crise tão extensa que é possível dar nome aos bois e culpar o Secretário Estadual de Educação, Jorge Carvalho, e o Governador do Estado, Jackson Barreto, como também aos governos anteriores pela negligência com a questão.

O fato é que, mesmo apontando o dedo na cara, a ferida ainda permanecerá aberta porque não foi compreendido, por exemplo, o duro processo de falência das instituições sociais.
E é essa a nervura que desata os nós de boa parte dessa discussão. Porque, de maneira geral, é comum perceber como a institucionalização dos órgãos públicos se transformou também na institucionalização dos prédios e gabinetes em detrimento do duro processo de discussão e síntese coletivas, populares.

É como se o prédio-escola ganhasse vida e as pessoas-escola se transformassem em objetos. Meros penduricalhos, substituíveis conforme a necessidade. E, tudo, claro, mais uma vez, por motivações econômicas. “O orçamento não deu”, resposta quase sempre dada pelos administradores. Uma reflexão tão simples que restringe toda e qualquer discussão sobre o básico: “Precisamos de escola para colocar esse país para frente”. E a resposta vem com o corte de 7 bilhões de educação pelo orçamento do Ministério da Educação. E a resposta vem com a demora e adiamento do ajuste de medidas pelo Governo do Estado em Poço Verde.
E assim segue. E nada muda.

Pois, mesmo quando questionamos esse investimento em educação estamos falando de qual educação? E, antes disso, como concebemos educação? O que ela é e passa a ser para nós?

Tudo isso, porém, fica quebrado. Moído e entregue às favas. Pois o nosso desejo de melhores condições de ensino e de aprendizagem – seja ló o modo como tenhamos apreendido essas coisas – só pode ser feito voltando, antes, para nós mesmos.
 E isso exige um pouco mais de inquietude.

A ida ao fórum de Poço Verde de professores, pais, alunos e funcionários, por isso, só terá efeito se for acompanhada de um pergunta: sobre o que estamos lutando? Seguido da certeza: vamos ser intransigentes com os nossos direitos! (Baruc C.Martins é formando em Jornalismo pela UFS)

terça-feira, 3 de março de 2015

DAKOTA CONVOCA NOVOS ENTREVISTADOS

A Dakota Calçados lança nova chamada para entrevista dos candidatos a trabalhar na empresa. A convocação está marcada para o dia 05 de março (quinta-feira): uma turma às 7:00 horas da manhã e outra, às 13:00 horas. De antemão, o candidato deve comparecer ao local munido dos seguintes documentos originais: Carteira de Identidade, declaração ou histórico escolar e Carteira de Trabalho; e cópia da Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, declaração ou histórico escolar e comprovante de residência (talão de energia elétrica).

A Dakota alerta aos interessados para evitar o uso de celular e boné no recinto, pois é proibido! Leve uma caneta azul e sucesso! (clique na foto para ampliar)


O RETORNO DO TIME DAS ÁGUAS

Tal qual a barragem do Amargosa que vem sumindo do mapa sem uma gota d`água, o Time das Águas parecia que teria o mesmo fim.  Eis que uma chuva de esperança trouxe de volta o elenco da casa.  No último domingo (01), foi realizado um amistoso com o Rompe Gibão.

"A primeira partida da tarde, entre os aspirantes teve gosto amargo para o time da casa, com a vitória dos visitantes por 1 a 0. Resultado justo diante de uma equipe que percebe-se que está em atividade e tem um sistema de jogo já definido. O time da Barragem se mostrou desorganizado e sem ritmo de jogo" descreve o blogueiro esportivo Lourinaldo Lisboa e atleta do time.

"No jogo de fundo, o time principal da Barragem venceu pelo mesmo escore, 1 a 0, com gol contra do zagueiro, que tentou tirar a bola de cabeça e acabou jogando-a para o fundo de sua própria meta. Foi um embate de muita técnica e correria, com as equipes se revezando no ataque, mas o gol que é bom só saiu no finalzinho. O jogo também serviu para ver em ação alguns jogadores recém-chegados no clube das águas, como também rever a cria da casa, hoje no Cruzeiro, Françual, acertar um chutaço no travessão e levantar o grito de gol. A impressão que ficou é que no inicio de março o futebol voltou nas tardes domingueiras da comunidade Barragem. Agora é esperar e rezar para Nossa Senhora Aparecida, padroeira da Barragem, mandar chuvas para encher novamente o lago, que hoje só causa tristeza de tão seco. E o futebol...ah, esse vai seguindo até quando der", conclui o texto publicado no blog da Barragem.(foto:arquivo)

+ NEWS:

+ Na primeira incursão da VII COPA DO MILHO do povoado São Francisco, o Confiante Esporte clube derrotou a Fazenda Velha por 4 a 1 (três do jogador Romário e um de Gabriel) na categoria Aspirante no duelo realizado neste domingo (01). Na categoria principal, o Dragão do Sertão venceu por 1 a 0 com gol do zagueiro Teté. Além do Confiante, Barragem, Cruzeiro e Rompe Gibão também participam da competição.


+ Os irmãos Léo (Baraúnas/RN) e Raul (Bahia) saíram bem na rodada do fim de semana em seus clubes. Este participou na jogada que rendeu o empate contra o Vitória; aquele marcou o gol que deu a vitória ao time potiguar.

SECRETARIA AGUARDA LIMINAR PARA DAR INÍCIO ÀS AULAS, DIZ VEREADOR GILSON

À sombra de uma manifestação popular, o vereador Gilson Rosário (PSB) acalmou o plenário da Câmara Legislativa na sessão desta segunda-feira (02). Não antes de ouvir o discurso do vereador João Ramalho (DEM) que cobrou principalmente mais firmeza do Executivo na resolução do problema que atinge centenas de alunos da rede pública - paralisação do ano letivo.

"Não se tem qualquer resposta no município de Poço Verde. Participei de reunião com o representante do Sintese com vinte professores na Escola Claudionor Santana para saber o posicionamento. (...) O governo de Jackson Barreto, diga-se de passagem, é um governo de continuísmo. Não está preocupado com a educação; no que pese o discurso é cuidar das pessoas e da educação. Não vemos o prefeito. Ele tem muito mais acesso do que o tio e o prefeito não toma sequer nenhuma posição!", bradou para depois completar "Ficamos triste que é da vontade co secretário da Educação municipalizar as escolas do Estado! (...) Devemos abrir uma discussão nesta casa sobre o assunto. Será que a municipalização das escolas não terá o mesmo fim que a municipalização da Saúde com muitos trabalhando sem receber?" E olhando diretamente para o presidente da Casa, Pedro de Jesus (PSD), alfinetou "o senhor sabe que tem professores ganhando mais de 5 mil reais e que sequer trabalha!".

Na manhã de ontem, o prefeito Thiago Dória esteve com o presidente da Câmara numa reunião com a comunidade escolar da EE. S.José e teria assegurado os direitos de não repassar a unidade para o município. No entanto, uma entrevista à CNNPV, o próprio Secretário Municipal de Educação, Paulo Caduda, afirmara que o processo de municipalização estava bastante adiantado. Falha de comunicação? Isto saberemos na plenária de hoje (03) na Câmara legislativa, onde prestará contas ao grupo de vereadores conforme regulamenta projeto de lei sobre a visita de secretários a cada 6 meses.

Ainda no discurso, Ramalho disparou que ainda não vê "saída porque as certidões negativas estão vencidas. Não tem a do INSS nem do FGTS. Então as emendas dos deputados colocadas em 2014 para 2015 estarão sem funcionalidade. O município está entregue às baratas!". O vereador democrata também apontou que o laboratório de Ciências da UAB está sem nenhuma funcionalidade há 2 anos. Pior do que isso, são os laboratórios de informática de boa parte das escolas do Ensino Fundamental II que estão sem operação há quase 8 anos. A maioria dos equipamentos está lá disposta no local apenas para uma eventual visita do MEC. Contudo, o alunado sequer faz uso do material.

Quanto à boa notícia do vereador Gilson Rosário que havia deixado para o final a respeito do fim da paralisação jurídica nas escolas, ele estivera com o deputado Zezinho Guimarães e o Secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho, e recebera a informação que dentro de alguns dias, a secretaria aguarda uma liminar autorizando o início das aulas.  O secretário "está reunindo todo mundo para tirar Sergipe desse mar de decepções porque é vergonhoso pra gente!". E arrematou a respeito da inoperância futura do município diante da fala do colega do DEM: "Com relação à certidão como alguém que não vai ao banco pedir empréstimo porque tem o nome no SPC. Realmente nosso município está com o nome sujo. Não é culpa do atual prefeito, mas do ex-prefeito que deixou esse herança maldita, esse mar de vergonha!", encerra Rosário.

+ NEWS:

+ Lembre: hoje à noite na Câmara Legislativa será colocada em pauta a aprovação do reajuste salarial dos professores.

+ O governador Jackson Barreto informou ontem (02) que no dia 1o de maio convocará mais 300 candidatos aprovados na segunda turma do concurso da Polícia Militar.

+ A agência do Banese precisa ativar seu sistema de limpeza. Lixo e mato tomam conta do entorno do banco em Poço Verde.


+ Uma sugestão à Secretaria Municipal de Saúde: reunir os agentes de saúde para que o grupo continue o trabalho de orientação quanto ao uso de queimadas em terreno próximo à área urbana principalmente no bairro Fazendinha. Há casos que aparentam ser de propósito.